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Odradek chama a atenção em show com Daughters

A banda Odradek abriu o primeiro show do Daughters no Brasil.
Foto por: Rodrigo Gianesi

No domingo (12/05), a banda americana de Noise Rock, Daughters, fez seu primeiro show em terras tupiniquins. Com uma apresentação rápida e brutal, o grupo conseguiu agitar algumas cabeças no domingo de Dia das Mães. Para reforçar esse momento, o evento contou com uma abertura de peso – providenciada pelos brasileiros do Odradek.

O trio de Piracicaba foi formado em meados de 2013. Desde lá, lançaram a série de EP’s intitulada “Homúnculo” (2014) e o LP “Pentimento” (2018). A formação atual conta com os músicos Fabiano Benetton (guitarra e vocal), Caio Gaeta (bateria) e Franco Torrezan (baixo).

A apresentação deles foi enérgica e animou muitos do público que ainda não estavam familiarizados com o som da banda. Após o fim do show, grande parte dos espectadores comentavam sobre a qualidade das composições e do instrumental.

Entre os dois shows, Fabiano e Franco contaram um pouco mais sobre a banda e sua sonoridade.

Leia a seguir:


Como foi o começo da banda?

Fabiano – A banda começou em 2013. Nessa época, fazíamos cover de muitas coisas nada a ver com o som que tocamos hoje.

Franco – Eram covers diferentes, mas que deram uma base grande para o nosso som. Principalmente para o baterista. Tocávamos coisas que tinham cordas mais simples, mas sempre com uma bateria mais complexa.

Vocês faziam cover de quais bandas?

Fabiano – Cara, a gente fazia de coisas como Arctic Monkeys.

Como vocês definem o som da banda agora?

Fabiano – A gente pode colocar em alguns rótulos como Math Rock e Noise Rock. Começamos a ouvir umas bandas tortas, como Daughters, The Dillinger Escape Plan e The Mars Volta. Mas principalmente o Daughters – sem eles, não existiríamos! Nos apaixonamos muito por essa coisa da música torta, dissonante e de tempo quebrado.

Tem espaço para esse tipo de som no Brasil?

Fabiano – A gente se divertia muito fazendo, então não pensávamos muito nisso. Mas esse espaço está surgindo agora. A música está muito “nichada”. Em São Paulo, se consegue ouvir de tudo.

Franco – A nossa ideia é o nicho, né?

Fabiano – Sim! Hoje em dia é nicho.

Vocês apresentaram uma música nova no show de abertura. Estão produzindo um novo álbum?

Fabiano – A gente está fazendo músicas novas. Álbum é uma coisa muito trabalhosa de fazer. Leva quase uns 2 anos. Mas estamos afim de lançar uns singles ainda neste semestre.

Franco – Estamos trabalhando em duas músicas novas. Ainda estão sem nome

E como é a experiência de abrir o show de uma banda tão importante para vocês?

Fabiano – É surreal! Nunca pensamos que eles tocariam no Brasil. Muito menos que nós abriríamos para eles. Eu tive até uma taquicardia lá no meio palco. Quase fui embora para o hospital. Ficamos bem em choque, bem ansiosos e bem felizes.

O que vocês querem passar com o som do Odradek?

Franco – Ah, cara. Difícil! Muita coisa.

Fabiano – Queremos mostrar que há muita beleza no estranho e na ansiedade. Às vezes, até nos problemas da vida.

Franco – Estamos sempre conversando sobre essas coisas.

Fabiano – Sim. Acho que pôr para fora toda essa ansiedade é importante. E esse tipo de som torto ajuda muito. Não daria para fazer isso com um som mais calmo.

Odradek em acão
Foto por: Rodrigo Gianesi

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