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Coletânea Sons que Vêm da Serra é lançada

A capa do projeto Sons que Vêm da Serra, que busca mostrar o novo som gaúcho. Imagem de divulgação por: Leo Lucena

Organizada pelos selos Honey Bomb Records e Natura Musical, a coletânea Sons Que Vêm da Serra foi lançada hoje (14/11) e estará disponível para ser ouvida em streaming no dia 22 de novembro. O projeto reúne dez artistas (muito diferentes entre si) que fazem parte da cena musical do Rio Grande do Sul.

A curadoria ficou por conta de Jonas Bender Bustince, músico e produtor de Caxias do Sul. “O objetivo maior do projeto como coletânea musical foi buscar artistas e composições que de alguma forma representassem em essência viver nessa região específica do país, neste ano de 2019. Por trás de cada som tem uma história envolvida, vidas entrelaçadas, parcerias, resgates, desabafos. Quis mostrar a pluralidade criativa e humana dessa região através das 10 faixas. Foi um processo difícil, mas também prazeroso, ouvir as quase 70 demos inscritas no edital. Fui surpreendido com a diversidade musical autoral que os artistas da serra vêm produzindo”, comenta Bustince em nota.

Os artistas escolhidos para representar as terras gaúchas foram: Slam das Manas, Gabrre, Maria Rita Stumpf e João Gôsto, Jagunço, Araucana, OLO, Bloco da Ovelha, TeTo, Bardos da Pangeia e Não Alimente os Animais (em parceria com o senegalês Mohamed Aw).  Dentro dessa ampla magma de artistas, três projetos se destacam.

O Cântico Brasileiro Nº4 de Maria Rita Stumpf – figura importantíssima para a música eletrônica no Brasil – e João Gôsto mistura magistralmente sons digitais e analógicos com a forte voz da gaúcha. A letra é repleta de versos que resumem diferentes sensações encontradas no território brasileiro. Certamente, a ótima música dá mais fôlego à importante trajetória de Maria Rita – além de encaixar muito bem em uma certa unidade temática encontrada na coletânea.

Outra faixa que chama atenção é Sais, do projeto Jagunço, que é encabeçado por Rafael Grison. É uma canção tranquila, mas com elementos muito interessantes – uma curiosa troca de acordes  e o uso de percussões analógicas dão um toque especial para a música. Para quem gostar desse som, vale ouvir o primeiro álbum de Grison, que utilizou muito da fórmula encontrada em Sais.

Por último, mas não menos importante, temos a música Vamo que Vamo Cumpadi, do grupo TeTo. O som possui pesadas influências do rap, mas utiliza de um instrumental tocado por banda (sem uso aparente de samples, como é comum no gênero).  Apesar de ter uma pegada mais grooveada, o som pode agradar ouvidos mais acostumados a ouvir rock. É uma ótima recomendação para aqueles que curtem artistas como Gabriel, O Pensador e Bnegão.

Confira o vídeo da faixa feita por Maria Rita Stumpf e João Gôsto abaixo:

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