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Peter Hook fala sobre seu 2020, sem esquecer do passado

Peter Hook, por Mark McNulty

Em entrevista exclusiva ao Noise Gate, Peter Hook conversou sobre Joy Division, New Order e seu novo hit com o Gorillaz. Fonte: Hacienda Press/Mark McNulty

No geral, 2020 foi um ano tenebroso para a música. Com o fim da oportunidade de fazer shows ao vivo, muitos artistas se viram em um momento muito delicado de sua carreira. Mas parece que este não é o caso de Peter Hook, o lendário baixista das bandas Joy Division e New Order.

Só neste ano, Hook gravou diversas performances para o YouTube, colaborou com Damon Albarn no disco novo do Gorillaz e lançou duas linhas de baixo com sua assinatura. 

Por esses motivos, conversamos exclusivamente com Peter Hook para saber mais sobre suas conquistas de 2020. Obviamente, também tivemos que conversar sobre seu período como  membro do New Order e o aniversário de 40 anos de Closer, o derradeiro disco lançado pelo Joy Division.

Confira o resultado da entrevista ao Noise Gate:

Como está sendo a pandemia para você?
Peter Hook: Eu acho que ela está sendo para mim o mesmo que para muitas outras pessoas, ou seja, absolutamente terrível. Tenho muita sorte que meu estilo de vida me proporcionou certo conforto, então consigo passar por ela de uma maneira mais tranquila. Mas é uma coisa horrível de se experienciar. É como se estivéssemos assistindo a um enorme acidente de carro.

Manter a nossa sanidade durante uma experiência dessa pode ser extremamente desafiador.
Peter Hook: Sim, devo admitir que tem sido interessante para mim. Estou aqui fazendo a live do Gorillaz em Londres. Graças a Aries – obrigado, Damon Albarn – tenho tido algo para me manter ocupado. A nossa música também me trouxe bastante sucesso, algo que eu não esperava em meio a uma pandemia. É algo extremamente generoso dele.Também é ótimo poder voltar a trabalhar.

Quando Damon entrou em contato com você para colaborar com o Gorillaz? E como foi o processo de composição de Aries?
Peter Hook: Foi antes do lockdown. Exatamente cinco dias antes. Eu conheço Damon desde 1990, cruzamos caminhos muitas vezes e trabalhamos juntos em alguns outros projetos fora do Blur. Podemos dizer que temos uma admiração mútua, pois ele é um fã de New Order e eu sou um fã do Blur. Ele tinha essa música que o lembrava do New Order e achou que seria apropriado me convidar para gravar com ele. Então, fui até Londres para encontrá-lo. 

Eu estava muito assustado, pois ele é um gênio em termos de composição musical. Mas ele me deixou muito confortável. Terminamos tudo em cerca de uma hora e meia. Saí de lá pensando “ufa, essa foi tranquila”. Felizmente, a música foi um sucesso. Muita gente está dizendo que é o melhor single do New Order desde Crystal (risos). Também vi a criação de uma petição pedindo para eu virar um membro permanente do Gorillaz. É uma coisa maravilhosa para a minha auto-estima. Eu estou adorando tocar com eles, e também amei ver os outros convidados. 

Damon é um homem muito generoso de chamar outras pessoas para participar do trabalho dele. Vendo a live feita para o Japão, percebi que as composições dele melhoram cada vez mais. Estava embasbacado. Também sou um grande fã de Jamie Hewlett; acho o conceito de misturar animação e música muito moderno, pois o rock and roll é muito cartunesco. Eles capturam isso muito bem.

Você falou sobre uma petição para incluir você no Gorillaz como um membro permanente, e me lembrei que eles fizeram isso com Mick Jones e Paul Simonon (ambos do The Clash) para a turnê do disco Plastic Beach. Você faria algo assim?
Peter Hook: Sim, com certeza! Seria um enorme prazer. Inclusive, Paul Simonon é um dos meus heróis do baixo. Acho até que modelei o meu estilo de tocar com base no dele.

Imagino que esta colaboração com o Gorillaz também esteja atraindo muitos fãs mais jovens para o seu trabalho. Acha que esse “renascimento” pode te inspirar a gravar músicas inéditas com o seu projeto solo, The Light?
Peter Hook: Sabe, durante esta pausa, nós decidimos fazer uma música como Peter Hook & The Light para nos manter ativos. Mas quase todos da banda estão em lockdown, então é fisicamente impossível fazer isso. Nós precisamos de um pequeno contato inicial para fazer a ideia crescer e depois gravar, porém não tivemos essa oportunidade. Não tenho um estúdio em casa e não gosto de trabalhar desta forma remota. Gosto de estar com as pessoas na hora de gravar. Não sei se alguém está tentando nos dizer algo, mas desde que começamos a escrever não conseguimos nos reunir.

Como foi gravar as sessões do The Light para o YouTube?
Peter Hook: Fazer essas sessões foi um trabalho muito duro. Não acho que as pessoas percebam todo o esforço por trás desses vídeos com uma banda à distância. É algo tedioso – nós só queremos a parte legal, como todos. Só é bom para termos trabalho para fazer. O maior problema é que isso não dá nenhum dinheiro – embora seja legal dar algo aos fãs.  

Muitos músicos têm discutido o pagamento injusto feito por plataformas de streaming como o Spotify. Qual é a sua opinião sobre esta questão?
Peter Hook: O streaming paga muito, muito mal. É igual quando alguém copia e cola o seu trabalho sem te pagar nada – acho que músicos e jornalistas têm muito em comum. É muito fácil para as pessoas roubarem o seu trabalho. Nós dois dividimos essa situação, e não acho que seja justa. Há anos trabalhamos e recebemos por isso, mas agora as pessoas começaram a pedir que nosso trabalho seja totalmente gratuito. 

Eu cresci nos anos 80, quando costumávamos vender milhões de álbuns, e as expectativas de um rockstar eram de apenas ser um rockstar. Ele não se preocupava em ser um contador, ou em descobrir como fazer dinheiro com a música. Você só fazia sua parte, gravava as músicas e depois todo mundo cuidava de você (pois assim conseguiam fazer muita grana). Agora que essa renda pela compra dos discos foi embora, os artistas devem caçar formas de sobrevivência. Sem shows ao vivo é quase impossível para um novo músico conseguir dinheiro. É ridícula a quantia de dinheiro que o Spotify faz comparada com aquela que eles pagam para os artistas. Eu não quero ser muito crítico contra isso, pois até eu uso o Spotify. 

Eu estava usando-o hoje mesmo para ouvir um dos meus artistas favoritos, John Prine (que Deus o tenha). Mas seus herdeiros não irão ganhar nada com isso. É uma situação muito estranha, pois é fácil ser crítico da plataforma e mesmo assim utilizá-la. Para os fãs é uma ótima plataforma, mas para os artistas é uma merda. O que devemos fazer é questionar quando essa forma de trabalho se tornou ok. A resposta está no momento em que a internet permitiu a seus usuários o compartilhamento de livros, músicas e artigos sem pagamento. Nós todos plantamos a semente de nossa destruição. 

Mudando de assunto, além de Aries, outra coisa legal que aconteceu para você neste ano foi o lançamento de dois baixos inspirados em modelos seus – um da Yamaha e outro da Eastwood. Como isso aconteceu?

baixos peter hook

Peter Hook realizou parcerias com a Eastwood e a Yamaha para lançar baixos inspirados em seu trabalho. Fonte: Divulgação/Eastwood/Yamaha


Peter Hook: É curioso pensar que tenho estes dois instrumentos desde 1980, mas que os dois só foram relançados quarenta anos depois (e ao mesmo tempo). A coisa de ser músico é que você faz seu trabalho para construir e aumentar sua estatura e, conforme isso acontece, conseguir mais oportunidades. Então acredito que, provavelmente, minha estatura aumentou um pouco.

Foi maravilhoso ter dois baixos signature lançados quase ao mesmo tempo. Não daria para imaginar isso nesse ano. A separação do New Order ainda é muito difícil; as batalhas legais ainda acontecem e são extremamente deprimentes, especialmente durante este tempo sem shows. Mas, felizmente, essas coisas acontecem e me deixam um pouco mais feliz.

Imagino que isso deve ser algo estranho de fazer shows e gravar sessões para a internet.
Peter Hook: É tão estranho tocar sem uma platéia. Ugh. De certa forma, é como fazer sexo com você mesmo – não chega aos pés da coisa verdadeira.

Deixando de lado as brigas legais com o New Order, você sente falta de tocar com eles?
Peter Hook: Eu não sinto falta de tocar com eles. Na minha opinião, eles não são o New Order. Eles licenciaram o nome comigo, mas em termos errados. Esse é o problema. Eu sinto falta de tocar com um grupo grande e ser “paparicado”, pois você sempre tem uma grande plateia esperando e uma enorme estrutura para o show. Sinto falta apenas disso.

Sei que para você, o período com o New Order foi como um casamento: vocês tiveram períodos bons e outros péssimos. No aspecto sonoro, você alguma vez temeu que a banda estivesse focando demais nas músicas dançantes e se afastando das raízes mais ligadas ao rock?
Peter Hook: Não, não cheguei a temer. Se você ouvir Temptation, Everything ‘s Gone Green e Hurt dá para perceber que meu baixo fazia uma grande parte daquelas músicas. O que aconteceu foi que, conforme a tecnologia evoluiu… Há um antigo ditado que explica: as drum machines foram inventadas para que o vocalista não tenha que conversar com o baterista. Já os sintetizadores de baixo surgiram para que o mesmo acontecesse com o baixista. Era isso que eu sentia. Era como se você estivesse sendo deixado de lado – pode ter sido algo da minha cabeça, mas nunca saberei.

Havia um desentendimento entre eu e Bernie (Sumner) sobre que direção musical deveríamos seguir. Ele sempre queria ir para o lado mais dançante e eu para o rock. Contudo, conseguíamos encontrar um terreno comum. Apenas começamos a nos afastar quando isso foi destroçado durante a gravação do Republic. Voltamos a nos entender um pouco melhor no Get Ready, mas em Waiting For The Sirens Call  tudo ruiu. Depois que fizemos uma turnê horrível na América do Sul, embora tivéssemos ótimas platéias, senti que estava tudo acabado e sugeri que deveríamos acabar com a banda. Eles concordaram, mas depois decidiram continuar. 

E mantiveram o nome da banda…
Peter Hook: Na verdade, eles não continuaram com o nome. Eles tiveram que achar uma maneira legal de usar o nome, algo que eles fizeram sem me consultar enquanto eu estava de férias na China. Dificilmente foi algo respeitoso. Acho que eles lidaram com a situação de uma maneira ruim, e continuo achando isso. Nós chegamos a um acordo, mas o relacionamento não melhorou.

Voltando ao som, acho legal como o seu baixo em músicas como Temptation e The Perfect Kiss trazia ao New Order algo reminiscente do Joy Division.
Peter Hook: Sim, eu concordo. Foi por isso que eu fiquei surpreso quando li as críticas para o Music Complete, que soa como qualquer coisa menos música completa – falta um ingrediente vital nele. Acho que os jornalistas foram muito preguiçosos em comparar aquele disco ao Technique, pois os dois não tem nada a ver. Não vejo como poderiam fazer essa comparação. Talvez fizesse sentido dizer que era o melhor desde o Technique, algo que certamente foi dito, mas eu não percebi isso no disco. 

Para mim, o novo New Order soa muito mais como o Electronic do que o New Order velho. Mas eles são muito bem-sucedidos, e os fãs ganham a oportunidade de ouvir as músicas de duas formas diferentes. Eles conseguem ouvir meus shows de discos na íntegra (e com muito entusiasmo), ou ir ao show deles. Particularmente, não sou muito fã de ir a shows de bandas que não tem mais o line-up original. Não digo aos fãs o que fazer, é um mundo de escolhas, mas posso achar que todos eles estão errados (risos). É brincadeira!

Para os fãs isso é bastante interessante, lembro que muitos ficaram na dúvida se escolhiam ir ao show do The Light ou do New Order quando as duas bandas anunciaram shows em São Paulo durante 2018.
Peter Hook: Eu já tive muitas discussões sobre isso, pois, surpreendentemente, nós marcamos esses shows com antecedência; e o chamado “New Order” veio em seguida. Para mim, se olharmos quantas vezes isso já aconteceu, parece estranho. Mas eles me garantem que não há malícia nisso, que é apenas uma coincidência. Julgando a atitude deles quando decidiram voltar com o nome da banda, não tenho motivos para não confiar neles (risada sarcástica).

Como é tocar músicas do New Order com o The Light no palco?
Peter Hook: Uma das coisas que sempre me incomodou com o “verdadeiro” New Order é que sempre tocávamos as mesmas 17 músicas. Eu sempre falava para tocarmos músicas como Age of Consent ou All Day Long ou qualquer que estivesse faltando. Mas sempre acabávamos tocando as mesmas. Eu achava isso um tédio e não entendia.O lado bom de existir duas entidades, é que o fato de nós tocarmos músicas mais antigas têm inspirado eles a tocarem coisas antigas. Inclusive, como estamos tocando Joy Division com o The Light, eles decidiram começar a tocar também. Algo para tentar reconquistar a coroa. Novamente, para os fãs é algo grandioso. Ter a liberdade de tocar todos os discos é sensacional. O próximo que tocaremos será o Get Ready.

O Joy Division nunca chegou a tocar as músicas do Closer ao vivo. Qual foi a sensação de poder tocar esse trabalho na íntegra com o The Light?
Peter Hook: É… O LP desapareceu para os céus junto com Ian Curtis. Foi algo terrível. Eu sabia que jamais conseguiria tocar Closer com Bernard e Stephen. Por isso, alistar as pessoas certas para a banda foi importante. Os companheiros do The Light são grandes fãs e fizeram um ótimo trabalho. Também devo ressaltar que um dos pontos altos da minha carreira foi finalmente tocar aquelas músicas da maneira que Martin Hannett as produziu. Ver meu filho tocar baixo, com exatamente a mesma idade que eu tinha quando gravamos Closer, também foi maluco. Senti arrepios estranhos vendo aquilo (ainda mais porque ele se parece muito comigo).

Como você se sente sobre Closer 40 anos após seu lançamento?
Peter Hook: Eu amo o Closer, porque estávamos muito desprendidos dele. Nunca o promovemos, e eu nunca o ouvi após a morte de Ian. Levei 5 ou 8 anos para ouvi-lo. E foi aí quando percebi que conseguia gostar daquele disco como se outra pessoa tivesse gravado ele. Não foi assim com o Unknown Pleasures, pois ficamos envolvidos com ele e tocamos ao vivo com Ian várias vezes. Por isso, conseguia ouvir o Closer e não o Unknown Pleasures. Acho que isso acabou sendo uma bênção para poder ouvir Ian sem sentir uma espécie de culpa. Só pessoas que perderam algum ente para o suicídio sabem como esse sentimento pode nos entristecer mesmo muitos anos depois. Eu vivi ao lado de Ian todos os dias, então nunca poderei esquecê-lo. 

Durante a gravação, vocês acharam que aquilo iria acontecer? Ou foi uma surpresa completa?
Peter Hook: Acho que o problema principal era que nós estávamos muito próximos. Sempre perguntávamos se ele estava bem, e ele se esforçava para mostrar e dizer que estava tudo bem e que não deveríamos nos preocupar. Suas ações também não mostravam isso. E como era isso que queríamos ouvir, acabamos acreditando nele. Éramos muito jovens e estúpidos, e ainda somos, mas até pessoas velhas também se surpreenderam – médicos, psiquiatras e psicólogos. É algo muito comum no suicídio… as pessoas ao redor sempre entenderão que não havia indícios que aquilo aconteceria.

Você comentou que as ações dele não demonstravam isso. Ele era um cara alegre ou mais quieto?
Peter Hook: Ele amava o que fazíamos e estava muito feliz. Quando ele teve suas overdoses, era muito difícil quantificar o Ian que você conhecia e este Ian decidido a se destruir. Era algo muito confuso.  

O trabalho de Martin Hannett nos álbuns sempre foi muito divisivo. Como você o enxerga hoje?
Peter Hook: Na época não era muito do meu gosto, mas entendo que ele deu ao Joy Division longevidade e um caráter único. Quanto você teria que pagar hoje para alguém fazer um trabalho como aquele? Se eu e Bernie tivéssemos produzido sozinhos, dificilmente o resultado seria aquele. Martin deu ao trabalho uma vida que durou mais que a própria, a de Ian e de todos nós(eu, Bernie e Stephen). 

Uma coisa interessante sobre o som do Joy Division é que ele sempre gerou uma discussão sobre ser punk ou pós-punk. Qual é a opção certa para você?
Peter Hook: Era punk, definitivamente punk. Era um som que veio do punk. O éthos, a ética e o espírito da banda também eram baseados no punk. Pós-punk trazia um sentimento diferente para mim, um certo conforto, pois ele era feito nos anos 80. Já o punk era desconfortável, porque surgiu na década de 70. Então, até hoje, eu me considero mais punk. 

Acha que essa discussão surgiu como resultado do trabalho mais “artístico” de Martin Hannett?
Peter Hook: Acho que não, foi algo muito ligado ao timing. Quando surgimos a maioria das bandas punk já estavam acabando. E muitas bandas de classe média estavam surgindo fazendo uma versão daquele som, acompanhando a política de Margaret Thatcher e o fim, ou diminuição, da pobreza e repressão que eram características da década de 1970. Acho que se precisarmos definir os sons, afirmaria que Joy Division era punk e o New Order foi pós-punk.

Essa transição de sonoridade entre Joy Division e New Order é bem perceptível em músicas como Ceremony e Dreams Never End.
Peter Hook: Assim que perdemos Ian Curtis, perdemos junto uma grande parte do nosso processo de composição. E, de uma maneira curiosa, nos livramos do Joy Division e ganhamos o poder de fazer algo completamente diferente. Se Ian tivesse continuado vivo, provavelmente continuaremos soando como o Joy Division. Por isso, decidimos soar como algo diferente.

Mas Ian também gostava de música eletrônica, certo?
Peter Hook: Sim, mas coisas mais sombrias. Os grupos Kraftwerk e Suicide (sem trocadilho) faziam o gosto dele. Ele também ouvia Can e Faust. Ou seja, ele gostava de um uso mais sombrio dos elementos eletrônicos, ao invés do pop.

Ao mesmo tempo, percebo que o New Order tinha um pouco deste sentimento mais sombrio em suas músicas do primeiro disco, Movement.
Peter Hook: Concordo com você. Mas nós mudamos como pessoas e amadurecemos. Tinha uma leveza no som que achamos depois, pois nos tornamos mais velhos e menos “estranhos”. Então, acabamos relaxando e curtindo mais a vida (talvez). Joy Division era uma banda muito, muito séria em um período sério. Acho que se o Joy Division tivesse continuado até o meio dos anos 80, talvez fosse tão querido quanto é hoje. Mas nunca saberemos isso.

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